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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Potencial de inteligência

1º TESTE:

Foi descoberto que o nosso cérebro tem um Bug. Aqui vai um pequeno
exercício de cálculo mental!!!! Este cálculo deve fazer-se mentalmente
(e rapidamente) , sem utilizar calculadora nem papel e caneta!!! Seja
honesto... faça cálculos mentais...

Tens 1000, acrescenta-lhe 40. Acrescenta mais 1000. Acrescenta mais 30 e
novamente 1000. Acrescenta 20.. Acrescenta 1000 e ainda 10. Qual é total?
 
(resposta abaixo)
O teu resultado = 5000





A resposta certa é 4100 !!!!

Se não acreditar, verifique com a calculadora. 


O que acontece e que a
sequência decimal confunde o nosso cérebro, que salta naturalmente para
a mais alta decimal (centenas em vez de dezenas).
(Por Romero Almeida)

Mergulhando nas palavras...

 Conversando com o nosso querido Professor Neuman Guimarães, de Língua Portuguesa, do turno Vespertino, pedimos que ele fizesse uma contribuição para o nosso Blog...
Acabei descobrindo um "amante das palavras". Ele criou um Blog onde deixa postado as suas crônicas, seus devaneios e as suas experiências de leitura... Aproveite e passe por lá:cronicasdeumprofessor.blogspot.com

Mas voltando ao nosso bate-papo...
Após a nossa conversa, me pus a pensar:
O quê motiva uma pessoa a estudar tantos autores da literatura e tantas regras gramaticais? O quê impulsiona uma pessoa a fazer o Curso de Letras para depois, quem sabe, lecionar?

Não sei muito sobre esta realidade! Mas fico aqui imaginando que a força que o impulsionou a está escolha tenha sido como aquela sensação de mergulhar na piscina e sentir a água tomando conta do seu corpo...provocando um silêncio interior...possibilitando escutar outros sons... com outros ouvidos...porta de um novo universo... 
Não entendeu! Tente imaginar a cena...e compare....

Talvez seja essa uma tradução do fascínio que as palavras exercem naquelas pessoas que se sentiram mergulhadas no universo das palavras.
As palavras encantam. Exercem um poder imensurável sobre as pessoas. São mágicas e misteriosas. Como diz a letra da música "Palavras", da Banda de Rock Titãs: 
         "Palavras não são más...Palavras não são quentes...
          Palavras são iguais...Sendo diferentes..." 

A palavra pode machucar, ferir....mas, ao mesmo tempo, a mesma palavra traz alegria, prazer, provoca paixão, sorriso...Ou quem sabe, no último momento, nos faz pelo menos sonhar...
(Por Osvaldo Lima)

Atendendo ao nosso pedido, o Professor Neuman Guimarães selecionou uma crônica de Fernando Sabino...
Saboreie essa leitura e tente perceber essa experiência de mergulhar nas palavras...


A ÚLTIMA CRÔNICA 
(Fernando Sabino)

A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

Crônica publicada no livro "A Companheira de viagem" (Editora Record, 1965)








quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dia do Estudante - 11 de agosto

FELIZ DIA DO ESTUDANTE
HOMENAGEM DO CED 6 DE CEILÂNDIA


SER ESTUDANTE:
Se quiseres ser um verdadeiro estudante
Não aprenda só o superficial,
Pois o difícil pode se tornar barreira vencida.
Para aquele cujo momento chegou agora, nunca é tarde demais!
Aprender o ABC não basta, mas aprenda-o.
Procura na escola o que deseja para tua vida,
Pois ela te recolherá, orientará, dirigirá.
Confia nos teus mestres: eles não te decepcionarão.
Se não tens teto, cobre-te de saber,
De vontade, de garra.
Se tens frio, se tens fome,
Agarra-te ao livro: ele é uma boa arma para lutar.
Se te faltar coragem,
Não tenha vergonha de pedir ajuda.
Certamente haverá alguém para te estender a mão.
Sê leal, fraterno, amigo, forte!
Nunca te deixes ser fraco, desleal, covarde.
Pois tu, jovem estudante,
tens que assumir o comando do teu país.
Respeita para ser respeito.
Valoriza para ser valorizado.
Espalha amor para seres amado.
Não tenhas medo de fazer perguntas:
toda a resposta terá sentido.
Não te deixes influenciar por pensamentos alheios ou palavras bonitas.
Tenha a tua própria linguagem (aperfeiçoa-te).
Quando te deparares com a injustiça, a impunidade, a corrupção,
a falta de limites, o abuso de poder,
Pensa na existência de tudo o que te cerca.
Busca o teu ideal e lembra: um valor não se impõe, se constrói.
Não faça do teu colega, uma escada para subir.
Isto é imoral e a imoralidade não faz parte da tua lição.

Autora: Marina da Silva

(Por Profª Ada)

Enquanto a prova não começa....


Tinha um gato preto no telhado da casa em frente à minha, e olhava fixamente um ponto qualquer, que passei horas tentando identificar.
O bicho dotado de extrema concentração insistia no ponto desconhecido que instigava-me.
Cansada de perseguir o objetivo do gato criei para mim um ponto de observação tão particular quanto poderia, o gato. 
Assim a menos que houvesse para o gato um espelho, ele jamais conseguiria concentrar-se no mesmo ponto que eu.
Eu e o gato.
Michelle C. S. Castro 09/01/2005
(MONITORA DA ESCOLA INTEGRAL)
Além de Bombom, ela também faz poesias...
Fonte: BLOG APRENDENDO

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Prêmio Professor Giz de Ouro...

ADVINHE QUEM É?
Nasceu em Uberaba-MG, em 1960, mas foi criado em Brasília, onde chegou com 02 anos de idade. Pela necessidade e curiosidade descobriu o gosto da leitura até chegar à magia de escrever. Seu primeiro trabalho publicado foi o conto "Os estultos", vencedor do prêmio SESC de Contos Machado de Assis, em 2005. 

Já sabe de quem estou falando??? Ainda não???

Só para aumentar a curiosidade, deixamos aqui um trecho do seu conto premiado..


OS ESTULTOS...
"José mora em uma favela nos arrabaldes da capital federal. Desempregado, passara o dia na rua, como vendedor ambulante, tentando faturar alguns trocados para comprar o leite das crianças e um pacote de feijão que, misturado com a farinha, é a única refeição diária da família. Não conseguira.

No barraco de madeira e chão batido Maria, sua esposa, acendeu o fogo do fogão, colocou a água para ferver e esperou ansiosa o marido chegar. Ela passa o dia inteiro em casa cuidando das cinco crianças, todas seus filhos legítimos. O mais novo, que é recém-nascido, ainda no colo da mãe, chora desesperado, querendo mamar. Mas ela não tem mais leite. Os outros mais velhos brincam despreocupadamente, tentando enganar a fome, na rua tomada pela lama fétida do esgoto a céu aberto.

Maria colocou o bebê no berço, improvisado em um caixote. Foi até o canto do único quarto e, ao pé da santa, acendeu um toco de vela. Começou a orar, pedindo a Deus que a vida melhore.

José finalmente chegou em casa. Estava com um aspecto triste e com os olhos avermelhados. O pouco que conseguiu deu apenas para duas pingas no boteco da esquina e alguns pães que servirão de jantar, acompanhados de água com açúcar.

Era um belo domingo. O sol está brilhando, com seus raios rompendo as gretas dos barracos precários. a favela amanhecera em festa, toda enfeitada com balões e bandeiras coloridas. É época de eleições. Um candidato a um cargo eletivo, rico empresário, vai visitar os moradores e fazer um grande comício, seguido de uma festa com trio-elétrico e banda de música.

José e Maria levantaram cedo. Não comeram nada, porque não tinha. O resto de pão amanhecido foi dividido entre os filhos. Ela deu uma arrumada na casa. Em seguida, vestiu as crianças com as melhores roupas, todas já bem velhas e rotas.

Fogos de artifícios explodem por toda parte, num lume esplendoroso e um barulho ensurdecedor. O homem chegou. Escoltado por seguranças, atravessou toda a rua cercada de barracos de madeira, esgoto a céu aberto, muita poeira, lixo e miséria. Os moradores gritavam vivas em total histeria. Alguns choravam de emoção. Ele sorri triunfante, quase que sarcasticamente..."


E ai? Gostou?...


O conto "Os Estultos" foi publicado no livro, do nosso professor GIZ DE OURO, intitulado "CONTOS FEDERAIS", em 2007. Nele você encontrará outros contos, como: O cidadão, A erva maldita, A garota federal, Sexo no gabinete, entre outros. 



Já descobriu quem é o Professor Giz de Ouro?...








Pois bem, se você ainda não descobriu, ou se você quer saber como termina essa história é só procurar o Professor Vicente Melo
É isso mesmo! Estamos falando do Vicentão, nosso querido professor de Arte, da 8ªsérie/9ºano, do turno Vespertino. 
Além deste livro, o professor tem outras obras já encaminhadas para a publicação. Brevemente, teremos acesso à uma obra que trata da história dos candangos...  

Desde já, gostaríamos de parabenizar ao Professor Vicente, premiado Professor Giz de Ouro, pela coragem de colocar seus sonhos e seus ideais em palavras escritas. 

(Por Profº Osvaldo Lima)